Somente quando se passa
pelo mesmo caminho milhares de vezes, é que se vê quantas pernas ele pode ter.
Minha mãe ainda faz café com biscoito, e eu permaneceria naquele quarto, se não
fosse aquele dia. Detalhes e detalhes, tudo depende do real tamanho, as vezes o
olhos enganam, e triste mesmo é se sentir enganado por algo que é tão seu.
-Você tem um cigarro? Me
da um cigarro, por favor, preciso entender o que ta acontecendo. Um cigarro por
favor.
Agora ta tudo claro,
agora sim tudo faz sentido, finalmente eu encontrei o caminho da luz no meio de
tanta escuridão.
-Hm? Um cigarro, você tem
um cigarro?Por favor.
Cadê a saída desse lugar?
Abafado demais, barulho demais, gente demais, meu deus, será que é isso mesmo?
–Não, hoje não, obrigado amigo.
Essa rua vai pra qual
endereço? Bom, não importa muito, vou pegá-la de uma forma ou de outra, e ir parar no mesmo lugar de sempre. Mesmos lugares, mesmas perguntas, não precisam
de tanto, ainda me lembro de algumas coisas simples, e o melhor, boas. Acho que
não tenho tantas respostas, e é pergunta que não acaba mais, perguntam até pra
ter certeza de algo que já lhe perguntaram, ás vezes cansa. Cansa, e pra evitar
o cansaço, é melhor encurtar os fatos, e deixá-los entendíveis, a complexidade
é algo realmente ruim de se transmitir, e unir tudo em um ponto é complicado, irracional.
-Um cigarro amigo, um
cigarro, preciso pensar.
João paulo.