quarta-feira, 20 de março de 2013

O trago.


Somente quando se passa pelo mesmo caminho milhares de vezes, é que se vê quantas pernas ele pode ter. Minha mãe ainda faz café com biscoito, e eu permaneceria naquele quarto, se não fosse aquele dia. Detalhes e detalhes, tudo depende do real tamanho, as vezes o olhos enganam, e triste mesmo é se sentir enganado por algo que é tão seu.
-Você tem um cigarro? Me da um cigarro, por favor, preciso entender o que ta acontecendo. Um cigarro por favor.
Agora ta tudo claro, agora sim tudo faz sentido, finalmente eu encontrei o caminho da luz no meio de tanta escuridão.
-Hm? Um cigarro, você tem um cigarro?Por favor.
Cadê a saída desse lugar? Abafado demais, barulho demais, gente demais, meu deus, será que é isso mesmo? –Não, hoje não, obrigado amigo.
Essa rua vai pra qual endereço? Bom, não importa muito, vou pegá-la de uma forma ou de outra, e ir parar no mesmo lugar de sempre. Mesmos lugares, mesmas perguntas, não precisam de tanto, ainda me lembro de algumas coisas simples, e o melhor, boas. Acho que não tenho tantas respostas, e é pergunta que não acaba mais, perguntam até pra ter certeza de algo que já lhe perguntaram, ás vezes cansa. Cansa, e pra evitar o cansaço, é melhor encurtar os fatos, e deixá-los entendíveis, a complexidade é algo realmente ruim de se transmitir, e unir tudo em um ponto é complicado, irracional.
-Um cigarro amigo, um cigarro, preciso pensar.


João paulo.

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