sábado, 11 de maio de 2013

Sem saber.


Será que sim, será que não, será que precisamos pensar tanto,
As vezes como as vezes é então, e no final ainda somos,
Eu não perdi, você não ganhou, e mesmo assim nós acreditamos,
O velho sonho não terminou, e nascemos quando morremos,

Todos os dias eu quero saber, vivendo e remoendo,
Tão imperfeitos, tento esquecer, entender o que não entendo,
Hoje ta bom, olha só o céu, da pra sentir a brisa batendo,
Amanhã não sei, amanhã talvez, tento enxergar lá dentro,

Você me sentiu eu sei, peito batendo naquele abraço,
Alguns segundos para imaginar, nosso espaço é nosso espaço,
Todas as vidas puderam ver, vimos de olhos bem fechados,
O ser transcende ao próprio ser, o lado certo de qualquer lado,

Saber voltar ao mesmo ponto, evoluir para forma final,
Deixar soar de dentro o canto, entenda o bem, tanto quanto o mal,
Daquele poema velho, não me desfiz, você sabe bem,
Não faz sentido quando não se entende, e a gente se entende tão bem,

Querida o amor, a o amor,
Como uma flor selvagem,
Querida o amor, a o amor,
Até que a luz se apague,
Até que a luz se apague só,


João Paulo.

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