terça-feira, 14 de maio de 2013

O vento sopra contra,
contradizendo o que foi,
amor, fique aqui, só mais um pouco,
deixe o sol nascer e ofuscar a dor,
de te ver partir,

O frio fortalece a alma,
enobrece a lembrança,
e traz à tona todo um trauma,
passado,
você de novo aqui

É um ciclo, vai e vem,
volta, retorna, permanece,
o amor oscila,
a amizade copia um quadro intacto
de um futuro bom,

Ainda pode ser, quem sou eu pra duvidar,
dois corações pulsam,
e só o  inconsciente para acalmar,
calma, calma,
ele vai voltar,

Eu sei,

Sabrina



sábado, 11 de maio de 2013

Sem saber.


Será que sim, será que não, será que precisamos pensar tanto,
As vezes como as vezes é então, e no final ainda somos,
Eu não perdi, você não ganhou, e mesmo assim nós acreditamos,
O velho sonho não terminou, e nascemos quando morremos,

Todos os dias eu quero saber, vivendo e remoendo,
Tão imperfeitos, tento esquecer, entender o que não entendo,
Hoje ta bom, olha só o céu, da pra sentir a brisa batendo,
Amanhã não sei, amanhã talvez, tento enxergar lá dentro,

Você me sentiu eu sei, peito batendo naquele abraço,
Alguns segundos para imaginar, nosso espaço é nosso espaço,
Todas as vidas puderam ver, vimos de olhos bem fechados,
O ser transcende ao próprio ser, o lado certo de qualquer lado,

Saber voltar ao mesmo ponto, evoluir para forma final,
Deixar soar de dentro o canto, entenda o bem, tanto quanto o mal,
Daquele poema velho, não me desfiz, você sabe bem,
Não faz sentido quando não se entende, e a gente se entende tão bem,

Querida o amor, a o amor,
Como uma flor selvagem,
Querida o amor, a o amor,
Até que a luz se apague,
Até que a luz se apague só,


João Paulo.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Vizinhos.


O encontro não é certo,
É preciso desencontrar,
Mesmo quando se está perto,
Os dedos deixam escapar,

O ar que corre aqui vem de lá,
E ela está tão longe,
Imaginando é possível velejar,
Até para o lugar mais distante,

Quem quis assim hoje não quer,
E não é impedido de querer,
Vontade própria, força no pé,
De dentro, o que precisar ser,

Tão homem, tão mutante,
Como nas velhas escrituras,
Olhos sombrios, velhos amantes,
Presos na mesma casa escura,


João paulo.


terça-feira, 2 de abril de 2013

.ema


ame,
mesmo que não o amem,
ame,
mesmo que algo bem estranho,
ame,
mesmo que por um instante,
ame,
e nunca deixe seu amor distante,
ame,
ame mesmo por amar,








João Paulo.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Soneto.



Esses são tempos difíceis,
Se bem que não lembro de outros,
Estivemos aqui o tempo todo,
Carne e osso, pescoço,

Talvez seja por isso,
E por isso talvez,
Sempre aqui, vez por vez,
Algo novo há de surgir,

Minha mente estava aqui,
Meu corpo não sabe,
E ninguém sabe na verdade,

Não há tempo para mentir,
Eu sei, você sabe,
Vamos antes que isso acabe,








João Paulo.


quarta-feira, 20 de março de 2013

O trago.


Somente quando se passa pelo mesmo caminho milhares de vezes, é que se vê quantas pernas ele pode ter. Minha mãe ainda faz café com biscoito, e eu permaneceria naquele quarto, se não fosse aquele dia. Detalhes e detalhes, tudo depende do real tamanho, as vezes o olhos enganam, e triste mesmo é se sentir enganado por algo que é tão seu.
-Você tem um cigarro? Me da um cigarro, por favor, preciso entender o que ta acontecendo. Um cigarro por favor.
Agora ta tudo claro, agora sim tudo faz sentido, finalmente eu encontrei o caminho da luz no meio de tanta escuridão.
-Hm? Um cigarro, você tem um cigarro?Por favor.
Cadê a saída desse lugar? Abafado demais, barulho demais, gente demais, meu deus, será que é isso mesmo? –Não, hoje não, obrigado amigo.
Essa rua vai pra qual endereço? Bom, não importa muito, vou pegá-la de uma forma ou de outra, e ir parar no mesmo lugar de sempre. Mesmos lugares, mesmas perguntas, não precisam de tanto, ainda me lembro de algumas coisas simples, e o melhor, boas. Acho que não tenho tantas respostas, e é pergunta que não acaba mais, perguntam até pra ter certeza de algo que já lhe perguntaram, ás vezes cansa. Cansa, e pra evitar o cansaço, é melhor encurtar os fatos, e deixá-los entendíveis, a complexidade é algo realmente ruim de se transmitir, e unir tudo em um ponto é complicado, irracional.
-Um cigarro amigo, um cigarro, preciso pensar.


João paulo.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Só.

querida, as coisas não tão assim, 
hoje é o agora, e mais tarde a gente não sabe,
a gente pode mesmo estar aqui, ou na lua, onde você queira ir,  
marte não é tão longe, quando a gente imagina, 
imagine e só,  

e agora somos só nos dois,
todo resto a gente deixa,
vamos lá fora, só olhar mesmo pro céu,
aquela nossa estrela, 
e umas flores e papel,

nunca foi tão bom ver o tempo passar assim de pressa,
seus lábios são bons mais, e a cada beijo fico bobo,
hoje o dia não foi como a gente queria mais tudo bem,
posso chegar ao final de tudo, e ainda ter você,
imagine e só, 




João paulo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Faz frio.

 É nesses dias, meia nos pés, leite quente. Até me lembro do que falávamos aquela noite, inverno, ar frio, coração quente. Criança não tem mesmo medo de errar, olhos tão fixos, pareciam rochas imóveis, vapor tão quente como vulcão, o que importa, é o que está no ar. Éramos jovens demais, mais quem se importa? Ignorância daquele que aprisiona o sentimento a dogmas e regras tolas, não vê a pureza, tão pouco a percebe, cego de sentidos, cego por ser cego.
Maçãs verdes também caem do pé, e não há pele que não fique a flor ao toque daquilo que é o seu destino, era o paraíso e o abismo, tão próximos quanto o céu e a terra.
Nunca pensei que fosse ser assim, posso jurar que não. As vezes acredito em outras vidas, algumas coisas não tem explicação, tão pouco razão concreta de si, é estranho demais. Como pode ser tão novo e tão velho? Queria mesmo ouvir, mesmo que das estrelas, mesmo que daquela que só brilha quando estamos embaixo dela. Queria mesmo ouvir.
Você diz sempre que está bem, e vendo bem, eu sempre digo o mesmo, as vezes minto, mais acho que você também. Não acho que seja pecado. Pecado mesmo é ser alvo de o próprio ser, gatilho na própria testa, isso sim é pecado. Pecado é a ordem dos planetas, alterando cada dia, para que um outro aconteça, pecado é o tempo, e o tempo pecou demais, errou demais. Como pode um pai não ser gentil com o próprio filho? Isso sim é pecado.
Agora é o antes, e sempre soubemos disso, mesmo que sem saber, eu sei. Sem pressa, sem amarra, sem medo, sem dor, tão pouco pudor. Não é uma questão de jogar para o alto, nem de voltar ao primeiro ponto, nunca foi. É questão de ser livre, e isso sempre fomos, sempre vamos ser.


João Paulo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Amanhã, talvez.

Sempre que imaginei meu futuro via um X. Exatamente isso. Uma incógnita. Poderia ser bailarina, para agradar minha tia, poderia ser médica para agradar minha avó, ou advogada para puxar meu avô! Poderia ser n coisas para agradar n pessoas. Poderia me conformar com esse século XXI e ser mais um ser humano acomodado e blá blá blá. Seria até mais fácil, bem mais. Só que as vezes viver no 'poderia' ou no 'agradar' cansa. É como esperar uma felicidade que nunca vem. Amanhã, talvez. Imaginem quantos sonhos são camuflados, quantos sonhos insistem em se manifestarem e só recebem NÃO. Amanhã, talvez. O que há é uma briga pela sobrevivência. Uma luta pelo espaço. Essa luta exige tanta força que no fim do dia o sonho fica pra depois. Allan vive na rua, a rua é seu abrigo, sua casa, a droga é seu conforto assim como o banco da praça. O futuro do Allan a Deus partence, no entanto ele não pensa em ser ''Y'' para agradar sua família! Que família? Ele acredita em um mundo melhor, mas não acredita que seja esse mundo, nessa vida. Emerson é um catador de lixo, também mora na rua, a mesma casa de Allan, o dinheiro que ganha compra crack e comida, ele não rouba é uma trabalhador. Seu maior sonho é sair da rua. E o meu? Sair de casa? Que egoísmo! Preparamos tanto um futuro dentro de casa que esquecemos quem está de fora. Não são bandidos, drogados, como uma vida confortável faz pensar. São pessoas que no final do dia deixam o sonho para depois. Olhar para fora não faz mal, endender que o mundo não é perfeito é o primeiro passo para uma vida real. Sendo assim não me importa um futuro pré-feito. Sei que não se pode salvar o mundo do dia pra noite, mas uma noite se pode salvar.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

NADA

Nada de gente.
Nada de gente fazendo.
Nada de gente salvando.
Só há gente xingando.
Gente por trás de gente.
Gente em cima de gente.
Gente mal da gente.
Gente.
Explosão, devastação.
A natureza para o homem,
E o homem para nação.
Gente.
É o homem da gente.
Destruição.
Terra virou piso e o chão
Só pra sustentação.
Gente mata homem,
O homem é da gente.
A mata, mata
A alma maltrata,
Sem enxergar nada,
Olhos cinza como chumbo,
Tiro pela culatra,
Trata,
Câncer, pele, pulmão,
Criaturas feitas à mão,
Não passam de ilusão,
Cabeça sem coração,
Vento sopra sem canção,
Campos sem decoração,
Irmão,
É o homem da nação,
Essência se perdeu,
Em meio à essa multidão.
Mutilado, detonado, fraco,
O ego contradiz,
E diz:
Herói, superado,
E um perfeito alienado.
Alienação, solução,
Camuflagem, bandidagem,
Mentira à frente da verdade.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

E NEM DEU CERTO DE NOVO.


Eu sou brasileira. Testemunha perfeita de alguém  que luta, dia após dia, pela vontade de estudar, pela vontade de continuar com os olhos abertos, seja movidos pela cafeína ou pela esperança de um futuro universitário no Brasil. País este que, por outro lado, luta para amenizar problemas,  amenizar injustiças, injustiças essas que são maximizadas em termos de educação. A incompetência é notável! Somos o futuro de uma nação corrompida pela desigualdade e corrupção. O ENEM, EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO, é a maior prova desse jeitinho brasileiro. 99,9 % de alunos serão prejudicados, terão suas noites desperdiçadas, e o pior perderão, completamente, a motivação de fazer um Brasil melhor. 14 questões anuladas. Isonomia que fere o próprio conceito da mesma, e a ética que tanto deveríamos pregar em nosso país, devemos progredir, ORDEM E PROGRESSO, e não BRASIL O REGRESSO. Vamos nos submeter à uma ação promovida por seres sem caráter, pagaremos por um erro que NÃO COMETEMOS, pagaremos pela ausência de organização, e ainda, pagaremos por um governo que não se importa com EDUCAÇÃO e sim em TAMPAR o problema que a falta dela traz! As questões não devem ser anuladas, é nosso direito por merecimento tê-las, se alguém deve ser culpado, devem ser eles, os malfeitores ou quem insiste em prejudicar tantos estudantes! Se querem ISONOMIA devem reaplicar o exame seja para todos ou para o caso isolado! Deve-se resolver o problema não prejudicando 99,9%, somos a maioria! Devemos lutar pelas noites, livros, listas, e cada esforço que tivemos durante mais de anos!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

12.

iô, iô,
ir, e vir,
engrandecer, e retroceder,
sístole, diastole,
pulsa, empuxa,
vai, e vem,
explode, comprime,
vive, more,
entra, e sai,
dilata, contrai,
e assim vai,
O ciclo é o segredo da vida,
De tantas idas, e vindas
A essência da raiz,
Na concepção natural normal,
Ser, e se desfazer,
Existindo, pra deixar de existir,
Ciclo individual,
Multiveros em caos,
Um dentro do outro,
Interferências, no plano astral,
Paralelismo espacial,
Tudo acontece onde ninguém vê,
Real e abstrato, lado a lado,
Sem que se possa ver,
Vivendo a ultima encarnação,
Eu por mim mesmo,
Velejando na contra mão,
Doze peixes,
Tudo floresce, e isso eu já vivi
O planeta se incorpora aos seres,
Sempre voltando ao primeiro ponto,
Hoje somos, amanha já fomos,
Concebendo, e englobando,
Matéria do espaço em volta,
Partícula do universo,
Diferentes organizações,
Afinidades, e aversões,
Aves, e aviões,
Todos para o mesmo lugar,
Poeira no ar,
iô, iô,

João Paulo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Canto.

A natureza reúne o horizonte sem fim
O fim reúne o tempo passado
O passado desune o presente e o futuro
E o futuro lá longe
Se perde nas chamas
Chamas exatas
De momentos antes.

Antes então, eu era assim
Agora não sei,
O vento apagou
O fogo em mim


A vida percebe e não deixa barato,
A natureza cobra,
Presa ou predador em um simples ato.

Essas então, são duas escolhas
pra um futuro suspeito,
de um bom sujeito
Homem imperfeito...

Homem perfeito...

...

Sabrina.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ao lado

   Quando a brisa inundar o sertão,
Quando o sol, trincar o chão do mar,
Quando o sopro virar furacão,
Quando a vida não for mais em vão,
Borboleta e dragão no mesmo ar,

Quando tudo for verdadeiro,
Mentiras na chama do isqueiro
Os segundos marcando os ponteiros,
Nenhum dos santos pra te salvar,

     Eu vou, eu vou voar,

Um gole pra aumentar a sede,
Um trago, sombra, rede,
O melhor lugar no altar,

O plano perfeito,
Todos são suspeitos,
Nenhum disparo pra acertar,

Eu vou, eu vou voar,


João paulo

quinta-feira, 31 de março de 2011

OS TRILHOS DA TRILHA

Revolução tá na moda! Xingar tá na moda! Fugir tá na moda! Gritar tá na moda! O ruim ontem? Tá na moda! Acontece que o que as pessoas fazem é PAGAR de estar na moda! Quem nunca sentou no bar e viu aquele garoto ''tosco'' da escola que senta na última carteira falar ''É véi, o trem na África tá fei, o Egito não aguenta não'', ou ainda, o inflamadinho da vizinhança chegar afirmando ''Nossa, cara, quem paga somos nós, vocês verão o preço do petróleo daqui uns dias'', não devemos esquecer do intelectual, ah, esse é o melhor, ele fala com a convicção perfeita de quem acha que tem razão ''Pôxa vida, Gaddafi está no poder a mais de 40 anos, ele construiu a Líbia, e agora os países ''donos do mundo'' se sentem no direito de se colocar ao lado do povo, e proporcionar a vontade desses indivíduos.'' 
          É pra rir, não? Quem nunca ouviu essas modas? Espera! O que é moda? 
         Moda é o comum, é o que todos fazem, é o previsível, superficial.
.        Está tudo errado, as pessoas estão falando o que não sabem, fruto de uma má interpretação do noticiário das 21:00. Todos estão vomitando informações sem tirar dessas o verdadeiro cerne, a verdadeira importância, as entrelinhas estão passando despercebidas, e nós mais uma vez, estamos conseguindo agir conforme o programado!
        Parabéns, senhor da trilha, você continua conseguindo andar nos trilhos, sem olhar pra trás, tentando prever o futuro e acreditando no destino perfeito pra você e seu umbigo!
          Isso é bom?
         Maravilhoso, se você, diferente de mim, quer ter uma importância ''ZERO'' na sociedade robótica que, infelizmente, NÓS vivemos.
         Pra começar, dificilmente a crise que está acontecendo em todo Magrebe da África, em relação ao petróleo, nos afetará. Mas será que a culpa não é do Estado, visto que, Marconi Perillo assumiu o governo sem renda até pra pagar os funcionários, e seu adversário Iris Rezende assumiu a presidência da SUDECO.
O que é a SUDECO? É uma superintendência responsável pelo desenvolvimento do centro-oeste.
        Que incoerência não? Marconi governando Goiás, e Iris coordenando os fundos do mesmo estado. Isso explica a situação, pelo menos em parte. Marconi por não ''ter'' dinheiro, decidiu em uma manhã de sol, elevar os impostos aplicados sobre o Etanol, gasolina e diesel, para assim arrecadar mais dinheiro, e quem sabe fazer algo, se sobrar, é claro, para esse Goiás.
         Acontece que é sempre mais fácil culpar o que está distante, o Etanol está alto? Pôxa vida, seu goiano, seu brasileiro, você não está vendo a crise de Petróleo que está acontecendo? Até o senhor dono do mundo esteve por aqui esses dias (Obama, para os menos informados).
         Alguém já parou pra pensar, que o vilão dessas histórias vem se passando pela vítima? Fala sério, se você acreditou que os Países donos do mundo invadiram a Líbia por pura generosidade, você é o fantoche perfeito! Por trás de tudo existe sempre algo maior, o jogo de interesses é imenso, o Petróleo é sim uma fonte de energia importantíssima que as forças ocidentais dependem, e por ela até a ONU vira bicho!
         Acho que muitos já entenderam a minha intenção, devemos antes de sair revoltados saber realmente o que está acontecendo, devemos ver além da revista veja. E isso é válido para tudo, antes de sair gritando para a expulsão de alguém do senado, procure saber o que ele fez, vá com a certeza de suas ideias, pois se você não acredita em você, não mudará o mundo apenas agitando.
          Não esteja na moda, nela já estão todos seus vizinhos!


Sabrina.

       

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

DUALIDADE.

Um homem, duas pessoas, dois seres, duas vidas!
Um batalha pelo melhor, outro almeja o pior.
Dois opostos, dois sentidos, dois amigos.
Um enxergava o passado, o outro se lamentava pelo presente,
De dia era um a noite era dois.
De noite armava a Guerra, de dia era covarde diante à ela.
De noite tinha um exército, de dia se escondia sob o amarelo.
Podiam pegar um, mas nunca pegavam dois.
Era uma raça estranha, meu amigo,
''É'' a raça humana.

Sabrina.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA - JOSÉ SARAMAGO.

           Diante dos olhos desse incrível homem eu afirmo, senhoras e senhores, o ser humano é cego! Preciso que vocês se preparem afinal esse texto fugirá de tudo o que o homem pensa sobre sua realidade.
           

           E em um recinto formado por cegos, cegos estes diferentes, não viam o escuro, não enxergavam o preto, o vulto, a imagem que chegava rapidamente à suas retinas era o branco, era o claro, era a nuvem, apenas um entre eles tinha o dom da ''visão'', ela via tudo, porém ninguém sabia, ela era sábia, observava calada, tinha medo da repreensão dos comuns. O lugar rodeado de cegos, de seres ontem mesmo normais, começou a assustar a pobre moça, que os via pelados, feito animais em uma selva, ela podia nomear quem era o rei, o leão, quem eram os macacos, os porcos, as aves, enfim, eram bichos, gritavam por comida, se misturavam de modo a ficarem machos com machos, fêmeas com machos, fêmeas com fêmeas, a sala fedia, fedia cocô, aquele cheiro forte, cheirava o verdadeiro mijo, os homens eretos, despidos, verdadeiros primatas irracionais, desejavam sexo, não existia limite, a moça não reconhecia sua espécie, seu marido estava naquela sala, e ela nunca o conheceu tão bem. Que horror, a mulher começou a ter nojo de seus semelhantes, ela estava entendendo o homem e sua maneira de portar em um espaço onde não existia visão, ela percebeu então, que a realidade ''normal'' de ontem se comporta como fantoche, como mentira, pessoas engomadas não são o que são, ela ouvia os gemidos, ela via o orgasmo na cara de cada ser humano, ela os via, não havia capa, não havia roupa, naquele momento ela conheceu a raça, a espécie homo sapiens sapiens! Ela se surpreendeu, ela não esperava, tudo é armação, tudo é ilusão, não vemos aquilo que achamos lindo, ela estava enlouquecendo, quem é o responsável? quem armou? Ela queria acordar, mas ela não estava dormindo, eles não deixavam, o que está havendo? As pessoas se enloquecem com a verdade, EU enlouqueci! No dia seguinte, tudo voltou ao ''normal'', olhei para todos, e todos ''esqueceram'' o que aconteceu no dia anterior. As pessoas voltaram para suas casas, e vestiram a roupa. Mas nenhum perfume disfarçará o que eu vi, e o que farei de tudo para jamais esquecer.


         Fiz esse conto baseado na obra de José Saramago, a fim de mostrar a vocês a experiência espetacular que tive ao ler esse livro. A história acima contém a mesma ideia do livro, contudo fiz questão de relatar de forma diferente, e com minhas palavras. Tirei do livro grandes ensinamentos, espero que a partir dessas palavras, vocês possam aprender o quanto aprendi.

SABRINA.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

FUTURO DO PRETÉRITO

          A juventude apresenta dois problemas: a velhice e a acomodação. Quando nascemos o primeiro desejo que temos é colocar tudo o que vemos na boca, sentimos prazer em sentir cada material passando pelos futuros dentinhos, somos bonecos prestes a moldagem. O próximo passo é a caminhada, o dom de segurar o ''xixi e o cocô'', abolindo assim as fraldas de enchimento, e criando o princípio de liberdade. É nessa fase que se inicia o espírito questionador, onde perguntamos os ''por quês'' da vida, estes são responsáveis por nossa primeira desilusão, manifestada por choros (as chamadas birras), e pela ''violência''. Após a alfabetização o mundo passa a ter um pouco de sentido, passamos, então, a aceitar os fatos que antes reivindicávamos, nos tornamos crianças e, como todas, o único desejo não é brigar, chorar, e sim brincar e correr. Levamos um bom tempo com esse espírito de infância, porém ao chegarmos no final do ensino fundamental e começo do ensino médio temos outros ''porquês'' em relação a vida, a juventude nos transforma em leões, queremos brigar, queremos saber, queremos ter razão e acima de tudo, não queremos ser confrontados, temos orgulho da nossa indignação para com o mundo!
         Nessa fase queremos gritar, chamar atenção, queremos mudança, gostamos da ideia de promover uma revolução, e sabemos que se juntarmos nossas forças seremos imbatíveis. Em casa não concordamos mais com nossos pais, não somos fantoches, crescemos, queremos ter autonomia, opinar, mandar. A política não nos agrada, somos contra, chamamos de alienados todos aqueles que pararam de lutar, desejamos um país justo e limpo, somos inconformados por isso odiados e temidos. Tiveram que achar um meio de nos parar, estávamos dominando o mundo, só não pensávamos que o mundo não queria ser dominado.
          A rebeldia mora em nós até a faculdade, depois de tanto brigar percebemos que não conseguimos mais mudar, cansamos de perder, cansamos de gritar, começamos então a aceitar, a ter planos para uma vida melhor, nossa meta passa a ser: ter um bom trabalho, e ganhar dinheiro, coisas estas que são mais fáceis e estão mais perto, decidimos então seguir o padrão, nos tornamos normais, estamos envelhecendo, estamos cedendo.
          Quando ganhamos dinheiro e encontramos a pessoa ''certa'' nosso pensamento é o casamento, nosso sonho passa a ser duplo, queremos ter uma vida feliz, realizada e filhos. Viramos capitalistas, não discutimos mais política, e corrupção passa a ser normal, ''todo país tem''. As mudanças agora são materiais, o próximo carro, o guarda-roupa, o celular, enfim...Mudanças essas, um dia, consideradas fúteis, 30 anos, estamos com 30 anos.
          Estamos cada vez mais rotineiros, acompanhamos o jornal nacional, nos indignamos com a violência, assistimos fantástico nos domingos livres, passamos a assistir a propaganda política, nos vinculamos com um lado da sociedade, e vivemos pensando no futuro, o passado passa a ser considerado um erro comum e passageiro, o presente nem importa, os dias são iguais, os 40 anos estão chegando.
          Em relação aos filhos queremos sempre o melhor, a melhor educação, alimentação, queremos criar bons advogados, ótimos médicos, e bem-sucedidos engenheiros. Temos medo da revolta dessa geração, e é nosso dever mostrá-la que um dia fomos assim,  e que se nós não conseguimos mudar é porque realmente certas coisas não mudam, passamos a alienar nossas crianças, passamos a ter receio por elas, somos pais queremos protegê-las e privá-las, é por isso que as gerações jovens estão cada vez menos ativas, tudo faz parte de um ciclo desencorajador.
          Estamos com 60, a saúde anda fraca, temos que ir ao médico de seis em seis meses, agora nossa maior luta é contra a morte, observamos nossos filhos seguindo nossos passos, no caminho certo, que alegria, os netos já vivos enchendo a casa com sorrisos, estamos felizes, ou melhor, bem.
          Chegou a hora dos arrependimentos, com 70, perdemos a graça de muitas coisas, passamos a ver mais uma vez os erros da humanidade, passamos a questionar a alienação dos nossos netos, com fones de ouvido, entretidos por horas com televisão e computador, saindo para a balada, deixando os estudos de lado, jovens estes conformados e iludidos.
          Estamos fracos, não conseguimos mais lutar, que decepção, olha o que viramos? Somos uma fábrica de robôs? Há esperança, vamos lutar, vamos agir, vamos ac or d a r, e com 82 anos deixamos esse mundo, com a tristeza no olhar de quem tentou, desistiu e desencorajou. Viramos o ''futuro do pretérito'' PODERIA ter feito um mundo melhor, mas não fiz, você fez?


Sabrina

sábado, 8 de janeiro de 2011

QUE PAÍS É ESSE?

          Alguém já parou pra pensar o quanto o mundo é enrolado, ou se faz assim? Demoramos para sair de casa, demoramos nos lugares, chegamos atrasados nos encontros, andamos na cidade à 40 km/h, demoramos para caminhar, e para ter vontade então? o ônibus demora, arrumar, comer não, é a coisa mais rápida que fazemos. Os salários se não diminuem, demoram meses para cair na conta, depois temos que ficar escutando governador culpando ciclano, que culpa fulano, que país é esse? É a fraude do Brasil?
          E pra piorar garotão, somos preguiçosos, o máximo que conseguimos fazer é dar uns gritos, e depois sem nenhum resultado benéfico, desistimos, isso mesmo, nos contentamos com a falha, isso com certeza é a vitória dos nossos políticos justos, que se veem no direito de roubar mais, atrasar mais, e ganhar mais! Que incoerência, não?
          Após uma pausa de reflexão, me dei conta que o nosso país é uma nação contrária, sempre foi, enquanto estavam todos se desenvolvendo, aderindo ao iluminismo, o Brasil estava em seu governo Oligárquico, apoindo desde sempre a classe rica do nosso povo, é por isso que a burguesia é a favor de um partido, e o povão de outro.
         Ontem mesmo me cedi a mídia, quando ligo no horário do almoço, me deparo com o governador Marconi Perillo, que ânsia, e ele enrolou, enrolou, (como de costume), e no final, não falou nada, NADA, apenas abobrinhas, daquelas vindas de políticos ''não faz nada, rouba tudo'', se desculpou pela demora dos salários medianos dos funcionários honestos, e culpou a quadrilha que governou no mandato passado, quadrilha esta que um dia ele participou e apoiou, pra piorar, nosso ilustre Político não sabe se as bolsas de estudo vão continuar, pois dizendo ele as verbas estão curtas.
          Porém, ele acalmou os universitários dizendo que ajudará os mais carentes, que dó não? Como se isso fosse um favor, e não uma obrigação. Enquanto isso ele vive a glória de sua vitória, enganando e ficando cada vez mais rico, juntamente com sua classe suja, essa burguesia egoísta.
          Para finalizar deixarei aqui um pensamento solto: Por que contrariamos o certo? Por que somos indecisos? Por que somos fracos? E por último: Vale a pena desistir?

Sabrina
     

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

DESIGUALDADE.

          O maior problema do país é sem dúvida as desigualdades sociais, se vermos bem, esse problema se origina desde o surgimento do Brasil, tanto como colônia quanto nação, depois só foi piorando, quando muito dinheiro foi entregue nas mãos das pessoas erradas, e esse erro vem se repetindo durantes os anos seguintes, hoje há grande concentração de riquezas nas mãos de poucos, riquezas essas que tirariam pelo menos 1/4 da população da pobreza. Mas como eu disse antes, tanto dinheiro entregue a pessoas egoístas, que não se contentam com o  muito, pois tem sede no demais, isso explica o porque de ainda sermos um país de 3º mundo.
          A culpa não é só dos egoístas, afinal, posso explicar o porque deles serem assim, nós, brasileiros não temos o sentimento de pertença, não temos o Brasil como algo nosso, o tratamos como ele foi imposto, sempre a plantar dinheiro para outros o cultivarem, por isso foi um país muito explorado, hoje em menor escala. Resumindo, as pessoas não são unidas, portanto, não se veem obrigadas a ajudar o próximo, ganhando assim a característica de individualistas.
           Isso também explica o quanto capitalistas somos, não nos bastamos com o que tem aqui dentro, e buscamos indústrias de fora, para incentivar ainda mais essa pose que o Brasil faz de que está tudo bem, e todos estão tendo o poder de compra. UMA MENTIRA, por sinal.
          Essas desigualdades não são solucionadas e sim agravadas, por isso, o país verde vem sendo uma fábrica de assassinos, viciados, todos estes querendo ultrapassar a barreira que a sociedade impõe sobre esse ''mundo'' sobre essa ''realidade''.
          Precisamos ter mais AMOR por essa pátria, vivemos nela, temos apenas ela, convivemos com essas pessoas, não adianta fechar os olhos, ou tentar evitar o inevitável, vamos encarar tudo isso, vamos ter compaixão com o próximo, e vê-lo como, realmente, um semelhante, vamos torcer pelo nosso país, não só em um dia especificamente, vamos ter orgulho de onde nascemos, vamos dar o fim na divisão rico e pobre, e assim seremos melhores.
           Tudo que foi escrito parece aquele discurso falso, lúdico, mas se o enxergarmos assim, o que viraremos?

Sabrina